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  • Michel Andrade

Vamos falar do ódio do bem?

Atualizado: Mai 6

Vamos falar sobre o ÓDIO DO BEM? Hoje descobri que a famosa hamburgueria Madero entrou no ifood… Em tempos normais isso não ocorreria. Há duas semanas o hambúrguer - antes eleito um dos melhores do Brasil - virou sinônimo de revolta, pois seu fundador deu declarações insensíveis e completamente fora de tempo (fato!).

Mas já notaram que hoje em dia possuímos o ÓDIO DO BEM? Várias e várias pessoas postando que nunca mais entrarão em uma loja da rede de restaurantes. E se os franqueados forem pessoas boas? Vocês por narrativas políticas realmente não se importam com os funcionários que ainda lá ficaram, com os fornecedores de insumos e materiais que prestam serviços para a rede? Friedman já explicou há algumas décadas o quão complexo e quantas pessoas são envolvidas para confecção de um "simples" lápis de escrever… E você já imaginou numa cadeia de alimentos e condimentos de um hambúrguer? Hoje temos jovens e adultos mimados que, por narrativas ideológicas, cancelam, julgam e sepultam sem pensar nas consequências. Vivemos na era da barbárie digital, que tudo se condiciona a ganhar uma discussão. Época sombria essa que pessoas postam aos montes yogas em seus apartamentos super confortáveis, mas esquecem de dar bom dia ao porteiro. Indico a vocês, o livro "A Revolta de Atlas", e vejam o quão nocivo muitas vezes se faz a narrativa do coletivismo. E se você quer ser uma pessoa bacana, continue comendo o xis do tio da esquina (que é bom pra caramba), mas não entre em narrativas rasas para ganhar likes… Até porque se você não for comer mais no Madero por declarações infelizes, acho melhor você tacar fogo no seu volkswagem (nazismo), deixar de tomar coca-cola (capitalismo yankee selvagem) e tantas outras marcas. Vamos deixar o ódio do bem de lado, comer um bom hambúrguer e ajudar nossa cadeia produtiva nacional. Michel Andrade

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